Ei Zé, hoje eu acordei tão amarga, parecia tudo tão igual, indiferente e vazio. Me peguei definhando em lembranças, em mágoas… Sabe Zé, durande o dia inúmeras vezes eu toquei no telefone para ligar para ele, sim eu fiz isso! Acredite, eu jurei a mim mesma que não lhe procuraria mais, mas não pude evitar. Fui fraca! Ah Zé, quantas vezes eu neguei a mim mesma essa saudade, quantas vezes neguei amá-lo, quantas vezes tentei apagá-lo de mim. Mas não pude evitar Zé! Aquela agonia que a sua ausênica provocava me consumia, queria saber como ele estava, se estava bem sem mim, se sentia minha falta como eu sentia a dele, queria saber se estava comendo direitinho, dormindo na hora certa, se fechava as janelas antes de sair… qualquer coisa me bastava, eu só queria ouvir sua voz. […] O telefone tocou algumas vezes, mas ninguém atendia, então rapidamente eu deliguei. Tive medo! Sim Zé, tive muito medo! Pensei em milhões de coisas ao mesmo tempo e eu só precisei fechar os olhos e voar para bem longe. Ai Zé, como eu fui Tola! Fui tola porque por alguns segundos eu acreditei que ele poderia me atender, acreditei que ele ficaria feliz em falar comigo novamente e que depois de tanto tempo ainda me amava, que ainda pensava em mim. Eu sou uma tola! E junto com aquela ligação, foram-se todos os cacos do meu coração que restavam dentro de mim e ainda lhe pertenciam. Eu revivi todas as nossas memórias e sorri, perdi o chão. É esse amor que ainda me causa náuseas Zé, me da tonturas. E de vez enquando ele volta Zé, volta para me assombrar e fazer perder toda a sanidade que ainda me resta, que vem bagunçando tudo o que planejei, desconcertando-me e me tirando de tudo que é real, que me faz perder a cabeça. […] Ah Zé, com eu o amo!

You're always there, you're everywhere...
...But right now I wish you were here